Editorial do Showguide

 

Não deixem o
Cine Roxy morrer!
O último grande cinema de Copacabana - fecha as suas portas vítima da pandemia e da falta de público, depois de agonizar por quase dois anos. Inaugurado em 3 de setembro de 1938, o cinema tinha à época mais de 1.600 lugares e atraia multidões para os grandes lançamentos mundiais e pela introdução do sistema Cinerama no Rio. Numa tela imensa e curva, da altura de um prédio de 3 andares, que envolvia o espectador eram exibidos filmes especialmente filmados com a revolucionária técnica de projeção, até hoje nunca igualada, embora o atual Imax fique bem próximo. Sucessos em Cinerama foram exibidos no Roxy tais como: Grand Prix, 2001, uma Odisséia no Espaço e o filme Uma Batalha no Inferno, que inaugurou o sistema no Rio em 1967.
 

Fachada do Cinema Roxy na Av. Copacabana, esquina Rua Bolivar  - Foto: reprodução

     

O que estamos assistindo agora, com o fechamento definitivo desse tradicional cinema carioca, é a reprise de um filme já visto e que há alguns anos atrás anunciou também o fim do Cinema Leblon (inaugurado em 1951) na Av. Ataulfo de Paiva. Os  dois cinemas de bairro tinham em comum a beleza da arquitetura inspirada no Art Deco, além de serem os dois mais importantes e queridos cinemas de rua de toda a zona sul.

Mas com uma diferença, pois de  forma significativa, a população do Leblon e Ipanema, que já não se conformava com a perda de grandes salas do bairro como o Cine Pax, o Miramar, o Super Bruni 70 (ex-Astória) e o Bruni Ipanema, entre outros, se mobilizou contra a demolição do prédio do cinema Leblon para dar lugar a um prédio comercial que tinha um tombamento provisório desde 2001 decretado pela prefeitura. E conseguiu! Para aprovar o projeto, o Grupo Severiano Ribeiro, dono do imóvel, se comprometeu com a prefeitura do Rio a manter as salas de cinema no novo prédio que aliás já foi erguido e que está praticamente pronto para sua reinauguração, apenas aguardando o momento certo para isso, tão logo a pandemia arrefeça e traga o público de volta às salas de cinema e teatro.

O que esperamos e desejamos agora, é que essa mesma população, não apenas de Copacabana, mas de toda a Zona Sul e porque não de todo o Rio de Janeiro, não deixe esse patrimônio cultural e arquitetônico desaparecer e se apagar da nossa memória, como tantos outros cinemas e teatros que marcaram a vida cultural da cidade ao longo de décadas. Movimento semelhante ao do Cinema Leblon ocorreu em São Paulo com o Cine Belas Artes da Av. Consolação e a população também conseguiu impedir a extinção do cinema que obteve patrocínio e hoje se mantém como um dos mais importantes circuitos exibidores da capital paulista.

Temos a certeza de que a Prefeitura do Rio de Janeiro, atráves do seu prefeito Eduardo Paes, grande incentivador das artes e da cultura, não deixará que o Cine Roxy saia de cena de forma tão triste e melancólica, e que se possam criar os incentivos para que grupos particulares tais como os bancos Santander, Bradesco e Itaú, ou mesmo outros grupos exibidores como o Reserva Cultural - que já tem um belo complexo em Niterói, possam assumir a gestão do espaço, essencial para preservação da vida cultural carioca. 

Vamos nos mobilizar e não deixar o Cinema Roxy morrer. Ele faz parte da nossa história!

     
   

Cine Roxy original com seus 1600 lugares

 

Hall do cinema em estilo Art Deco

 

Tela em curva do Cinerama


Destaque nos cinemas
     
 
     

Breve nas telas
West Side Story
 

A The Walt Disney Company anuncia para o fim de ano o lançamento da adaptação do musical ‘West Side Story’ para as telas do cinema. Um dos maiores sucessos teatrais da Broadway (filmado pela primeira vez em 1961 com Natalie Wood) o musical foi encenado em vários países, inclusive no Brasil, e nessa nova versão produzida e dirigida por Steven Spielberfg o filme conta com a participação de Ansel Elgort (Tony), Rachel Zegler (Maria), Ariana DeBose (Anita), David Alvarez (Bernardo), Mike Faist (Riff) e Rita Moreno (como Valentina, a dona da loja de esquina em que Tony trabalha). Aguardem!

 
007 - Sem Tempo para Morrer
 

Em 007 - Sem Tempo Para Morrer, Bond deixou o serviço ativo e está desfrutando de uma vida tranquila na Jamaica. Sua paz não dura muito quando seu velho amigo Felix Leiter, da CIA, aparece pedindo ajuda. A missão de resgatar um cientista sequestrado acaba sendo muito mais traiçoeira do que o esperado, levando Bond à trilha de um vilão misterioso armado com nova tecnologia perigosa. Daniel Crieg é mais uma vez o famoso agente secreto britânico nesse que é o 25º filme da franquia com lançamento adiado para o dia 8 de outubro de 2021.

 
Viúva Negra
 

Em Viúva Negra, logo após seu nascimento, Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) é dada à KGB, que a prepara para se tornar sua agente definitiva. Quando a URSS rompe, o governo tenta matá-la enquanto a ação se move para a atual Nova York, onde ela trabalha como freelancer. O adiamento do filme programado para maio e agora transferido para o próximo dia 9 de julho, alterou todo o calendário da Marvel. Como os filmes fazem parte de um universo compartilhado, existe uma sequência lógica de acontecimentos que deve ser seguida. 

 

UM NOVO TEMPO VAI COMEÇAR E O SHOWGUIDE CONTINUA JUNTO COM VOCÊ. AGUARDE AS NOVIDADES!

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